Quando eu disse que te amava
Apenas falava por meu coração
Quando dizia que te amava
Sentia aquele fervor que invadia a alma
e me deixava sem noção
Tudo era tão claro e perfeito
Como o sol nascendo na escuridão
Tudo era tão vivo e sincero
Feito aquela tarde de verão
Por um minuto eu senti
Aquele sentimento fugir
Queimando o coração em brasa
E o transformando em cinzas
Como o vulcão
A garganta arranhava
E as lagrimas deixavam cair
Ao escrever aquela carta
Que separaria as nossas vidas
Para sempre em outra dimensão
Mas o tempo é o Pai das LEMBRANÇAS
E o avô do ESQUECIMENTO
Logo eu vi o céu escurecer sobre a minha cabeça
E tudo tinha sido apagado mais uma vez
Foi ai que plantei uma semente
Do lado esquerdo do peito
Ela brotou depois de uma longa tempestade
E me fez ser quem sou de acordo com as estações.
Autor : Rafael Moura
Nenhum comentário:
Postar um comentário