segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Worms



Tu que me decompões
Vive nos porões
Alimenta-se de mim
Quando no hades estou
Devoram-me, enlouquece-me.
Toma de mim
A carne morta e fria
Que um dia provocou calor
Sentado a beira da lareira numa noite gelada e tardia
Faz-me alimento para as vidas
Na poeira
No ar
Nos pensamentos ocultos
De uma mente “vazia”.

Autor: Rafael Moura

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