quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nunca é tarde demais


Talvez seja muito cedo pra amar
Mas acredito que deixei de novo que ele me ensinasse
Talvez seja um querer maluco
Mas tenho certeza que é amor de verdade.

Eu queria poder entender
Como duas pessoas conseguem
Se ver pela primeira vez
E sentir algo tão especial a ponto de se entregar
E depois de minutos sem se ver sentir tanta saudade.

Eu queria poder me jogar nos seus braços
Beijar-te a boca de forma que não seja só o contado de dois lábios
Mas sim de um encontro perfeito que nos trás tanta felicidade

Eu quero sentir a tua voz no meu ouvido a sussurrar
Quero sentir o orvalho cair sobre meu corpo
E  as tuas mãos tocar  a minha face

Eu quero poder te tocar
Poder te ninar
Sentir o teu amor
Amor de verdade

 Quero andar sobre a calçada de mãos dadas
Sentir teu cheiro
Encher-te de beijos  até o morrer da tarde

Quero te mandar flores
Te dizer não chores
Pois meu amor é seu  
Mesmo que o tempo passe.

Autor: Rafael Moura


sábado, 19 de novembro de 2011

Uma carta de despedida




Quando eu disse que te amava
Apenas  falava por meu coração
Quando dizia que te amava
Sentia aquele fervor que invadia  a alma
 e me deixava sem noção

Tudo era tão claro e perfeito
Como o sol nascendo na escuridão
Tudo era tão vivo e sincero
Feito aquela  tarde de verão

Por um minuto eu senti
Aquele sentimento fugir
Queimando o coração em brasa
E o transformando em cinzas
Como o vulcão

A garganta arranhava
E as lagrimas deixavam cair
Ao escrever aquela carta
Que separaria as nossas vidas
Para sempre em outra dimensão

Mas o tempo é o Pai das LEMBRANÇAS
E o avô do ESQUECIMENTO
Logo eu vi o céu escurecer sobre a minha cabeça
E  tudo tinha sido apagado mais uma vez
Foi ai que plantei uma semente
Do lado esquerdo do peito
Ela brotou depois de uma longa tempestade
E me fez ser quem sou de acordo com as estações.

Autor : Rafael Moura

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Marcas do Tempo



Te encontrei
perdida naquela pequena colina
Te contei
que não basta apenas ser grande
pra deixar de ser menina.

Te pedi
que ao menos um dia pudesse entender a vida
Te alertei
que coisas acontecem talvez
para que possamos achar uma saída.

Te ensinei
Que não é necessario apenas o mundo girar em torno de nós
mas que um giro pelo mundo, talvez mudaria toda a sua rotina.

Te dediquei
Aquele meu livro de poemas guardado, empoeirado e marcado
em uma estante perdida ao relento
Te expliquei
Que quanto mais velho a arte mas valioso ele se torna com o passar do tempo.

Te expliquei
Como pensar
sem antes julgar o que te faria tão bem
para não te ver sofrer em nenhum momento.

Te fiz acreditar
Que o céu é da cor dos seus sonhos
e que o mar  leva as más lembranças
para o mundo do esquecimento.

Te contei por experiencia
Que o bom de viver não se resume apenas
em pequenos acontecimentos
mas sim em grandes histórias
que todos os dias estarão sendo marcadas pelo tempo.
 
Autor: Rafael Moura

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Subsolo




Faz tanto tempo que nao ouço a sua voz
tudo parece tão escuro ao meu redor
você pode me ouvir?
O que está acontecendo?

Ei...
Não fuja sem antes me levar
Eu sei que podes me ouvir...
Por favor, me tire desse lugar
aqui está escuro...

Cansei daqui
me mostre a luz do sol que tanto te ilumina
será que não mereço ao menos uma chance?
Ei por favor, não se vá sem antes se despedir.

Me mostra o que há além dos teus sonhos
me faz viajar entre seus olhos
e mais uma vez reviver...
Me dá uma chance pra aprender a amar.

Estou tão só aqui
não me deixe
talvez eu não tenha sido tão legal
quanto você queria
mas me deixa ver a luz, me deixa
te abraçar.

Mais uma vez
Só mais uma vez.

   Autor: Rafael Moura