sábado, 26 de março de 2011

Estranho amor

Nada vai me fazer esquecer
O que sempre pensei em te falar
O que é mais forte do que eu
Já não dá pra segurar.

Quando a aurora da manhã
cercava teu corpo sobre as pedras
rasuradas por uma risca de giz.

Quando o vento tocava tua pele
e com um simples beijo
te fazia feliz.

Nada vai me fazer esquecer
O que quero ser pra você
Talvez por ser tão cedo
Não disse o que eu sempre quis dizer

Nada vai me fazer esquecer
O que exigiu pra mim
Pediu pra te amar feito louco
Vai com calma
Tudo ainda é muito novo pra mim.

Eu prometo tentar me adaptar
Soltar o amor quem existe em mim
deixar a realidade rolar
esquecendo os sonhos enfim.

Só quero que por amor a mim lembre-se
apesar dos desafios que parecerão não ter fim
saiba...
Que com o a levre brisa

se vai as folhas secas de uma rosa
mais meu amor por você vai prevalecer
É só dar tempo ao tempo
É só dar tempo pra Mim.


 Autor: Rafael Moura

domingo, 20 de março de 2011

Inevitável

É inevitável
Quando te vejo
sua imagem reflete no meu vago pensamento
seu cheiro me embebeda de amor
me sinto livre pra poder voar

É inevitável
tentar te esquecer
quando tudo a minha volta
diz que você deve ficar presente na minha vida.

É inevitável
Tirar você da memória
quando tudo que sobra
é o resto do amor de nos dois.

É Inevitável
Estar perto de você ainda
Ver tua boca e não te poder te beijar
Sentir o teu cheiro e não poder te cheirar
ter contigo o amor todo do coração
 e nao poder demonstrar o quão bom é estar perto de você
nesta noite de Luar.


sábado, 12 de março de 2011


Galera, rsrsrs!
Eu tirei essa foto, semana passada, mais postei hj
Ela é louca mais eh legal, tow parecendo com o Coringa!
Fala Sério!
hehehe!
Grande Abraço! 

Ódio

Sinto os meus nervos
pulsarem sobre minha pele
feito uma bomba prestes a explodir.


Uma sensação de Raiva tremenda
exalando do meu suor
Já não posso resistir.


E se do peito
o Ódio que queima feito brasa
conseguir sair.


Adeus a tudo
Pois limite existe
Ele chega 
e termina Aqui.

Autor: Rafael Moura

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando não Houver mais Amanhã

Quando não houver mais amanhã
Já seria tarde para somar 
o que ganhou e o que perdeu.

Quando não houver mais amanhã
Não comece a lamentar 
pelo amor que não deu
Nem tão pouco chorar pelo que não recebeu.

Quando não houver mais amanhã 
 e se encontrar em meio a vasta
escuridão.
 Não vá  procurar minha companhia
pois um dia eu te ofereci e você me deixou ao chão.

Quando não houver mais amanhã
Não pense que estarei em algum lugar pensando em ti
Pois cansei!
 Todo amor que te dei
Estará enterrado, sepultado sem direito a flores e velas
transformado em cinzas e jogadas ao vento do amanhã
Que nunca mais se fez.

Autor: Rafael Moura

domingo, 6 de março de 2011

Confusão Mental

Nunca acreditei em Anjos
Nunca fui fanático religioso
mais sua fisionomia
não é estranha

Nunca fui músico
mais toco as batidas do teu coração
e te faço um ritmo louco
Que só eu sei dançar

Nunca fiz teatro
Mais nada melhor que a vida 
pra ensinar suas artes
Belas Artes.

Nunca acreditei em sonhos
mais os sonhos 
vivem a me perseguir todas as vezes que fecho os olhos
para acordar na realidade.
  
Nunca fiquei vivo o bastante
pra dizer que seria imortal
mais também nunca morri
pra dizer que é ruim.

Nunca tive tantos pensamentos
pra escrever em poucos lamentos
A sensação que os poemas 
provocam em poucos momentos
dentro de mim.
Autor: Raphaell Moura

Ao amigo

 As vezes não consigo imaginar
Como seria minha vida se você não existisse
As vezes paro pra pensar
E nesse pensar e repensar 
Eu Penso...e pensando bem..
Nem posso dizer que não tenho amigo.

Você chegou do nada
Invadiu o meu espaço
E me mostrou que mesmo pela tela de um Pc.
Dá pra se formar uma grande amizade

Agradeço-lhe todos os dias
Por ter-te ao meu lado
Que a nossa amizade sempre dure
Que seja por alguns dias,ou que seja pela Eterniade
mais que seja amizade
Amizade de Verdade.

Pois amigo, é aquele 
Quem em momentos de alegria te faz mais alegre ainda
Que no momento de Tristeza tenta te alegrar, mais se não consegue chora contigo
Compartilhando seus dias um com o outro
e sabendo sempre que a honra de ter a dadiva da amizade
não nasce com o raiar do dia.


Autor: Rafael Moura

 Dedico esse poema ao meu amigo Diego Fagundes.

sábado, 5 de março de 2011

Lembrança de Morrer


Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai… de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos – e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei… que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores…
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo…
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos…
Deixai a lua pratear-me a lousa! 
Autor: Álvares de Azevedo

A Espreita

 Na espreita de te encontrar
Eu dou a volta no seu mundo
Faço mil e uma promessas 
mais nenhum delas te interessa.

O beijo que te dei 
Parece que já não sente mais o sabor
O corpo que domei
Já não quer mais sentir amor

Estou só
Só pela madrugada 
A procura de companhia
De alguém que me ame de verdade
E acabe com essa minha agonia.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sentimento ao Vento

Estava longe de você  
Tudo parecia tão ruim
Eu olhava tudo ao meu redor
E só encontrava restos de mim.

 Velhos cacos
Velhos vestigios
De um sonho que teve fim.

No espelho do meu quarto
Um bilhete
Uma marca de batom
Uma simples pista
Do que rolou entre nós
O que rolou e passou

O que passou feito
a chuva de verão
feito raio e trovão
que enfeitou o temporal
e se foi voraz.

Se foi...
Feito as palavras
que escritas em uma carta
Foi jogada ao fogo
e queimou.
Apagou,
Virou cinzas e soltou-se ao vento.
O resto que restou do Amor.

Autor: Rafael Moura