quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando não Houver mais Amanhã

Quando não houver mais amanhã
Já seria tarde para somar 
o que ganhou e o que perdeu.

Quando não houver mais amanhã
Não comece a lamentar 
pelo amor que não deu
Nem tão pouco chorar pelo que não recebeu.

Quando não houver mais amanhã 
 e se encontrar em meio a vasta
escuridão.
 Não vá  procurar minha companhia
pois um dia eu te ofereci e você me deixou ao chão.

Quando não houver mais amanhã
Não pense que estarei em algum lugar pensando em ti
Pois cansei!
 Todo amor que te dei
Estará enterrado, sepultado sem direito a flores e velas
transformado em cinzas e jogadas ao vento do amanhã
Que nunca mais se fez.

Autor: Rafael Moura

domingo, 6 de março de 2011

Confusão Mental

Nunca acreditei em Anjos
Nunca fui fanático religioso
mais sua fisionomia
não é estranha

Nunca fui músico
mais toco as batidas do teu coração
e te faço um ritmo louco
Que só eu sei dançar

Nunca fiz teatro
Mais nada melhor que a vida 
pra ensinar suas artes
Belas Artes.

Nunca acreditei em sonhos
mais os sonhos 
vivem a me perseguir todas as vezes que fecho os olhos
para acordar na realidade.
  
Nunca fiquei vivo o bastante
pra dizer que seria imortal
mais também nunca morri
pra dizer que é ruim.

Nunca tive tantos pensamentos
pra escrever em poucos lamentos
A sensação que os poemas 
provocam em poucos momentos
dentro de mim.
Autor: Raphaell Moura

Ao amigo

 As vezes não consigo imaginar
Como seria minha vida se você não existisse
As vezes paro pra pensar
E nesse pensar e repensar 
Eu Penso...e pensando bem..
Nem posso dizer que não tenho amigo.

Você chegou do nada
Invadiu o meu espaço
E me mostrou que mesmo pela tela de um Pc.
Dá pra se formar uma grande amizade

Agradeço-lhe todos os dias
Por ter-te ao meu lado
Que a nossa amizade sempre dure
Que seja por alguns dias,ou que seja pela Eterniade
mais que seja amizade
Amizade de Verdade.

Pois amigo, é aquele 
Quem em momentos de alegria te faz mais alegre ainda
Que no momento de Tristeza tenta te alegrar, mais se não consegue chora contigo
Compartilhando seus dias um com o outro
e sabendo sempre que a honra de ter a dadiva da amizade
não nasce com o raiar do dia.


Autor: Rafael Moura

 Dedico esse poema ao meu amigo Diego Fagundes.

sábado, 5 de março de 2011

Lembrança de Morrer


Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai… de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos – e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei… que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores…
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo…
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos…
Deixai a lua pratear-me a lousa! 
Autor: Álvares de Azevedo

A Espreita

 Na espreita de te encontrar
Eu dou a volta no seu mundo
Faço mil e uma promessas 
mais nenhum delas te interessa.

O beijo que te dei 
Parece que já não sente mais o sabor
O corpo que domei
Já não quer mais sentir amor

Estou só
Só pela madrugada 
A procura de companhia
De alguém que me ame de verdade
E acabe com essa minha agonia.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sentimento ao Vento

Estava longe de você  
Tudo parecia tão ruim
Eu olhava tudo ao meu redor
E só encontrava restos de mim.

 Velhos cacos
Velhos vestigios
De um sonho que teve fim.

No espelho do meu quarto
Um bilhete
Uma marca de batom
Uma simples pista
Do que rolou entre nós
O que rolou e passou

O que passou feito
a chuva de verão
feito raio e trovão
que enfeitou o temporal
e se foi voraz.

Se foi...
Feito as palavras
que escritas em uma carta
Foi jogada ao fogo
e queimou.
Apagou,
Virou cinzas e soltou-se ao vento.
O resto que restou do Amor.

Autor: Rafael Moura

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aew pessoal!
Como promessa é divida e divida é dinheiro, eu postei os poemas q disse q iria postar!
Demorei um pouco, pois ainda estava criando, estavam fecundando as letras
dentro do meu cerebro, alimentando e cuidando para que ele ele fosse um poema legal no futuro. Hehehe